Todo ano a história se repete: jovens calouros são vítimas de trotes violentos nas faculdades e universidades brasileiras.
Na última segunda-feira (09/02), a estudante Priscila Vieira Rezende Muniz, 18 anos, grávida de três meses, sofreu queimaduras de 2º grau durante um trote. O ato de estupidez ocorreu na cidade de Santa Fé do Sul (SP). Uma aluna veterana do curso de Pedagogia teria jogado um líquido composto por creolina e solvente na caloura.
Em Leme (SP) o calouro Bruno César Ferreira, 21 anos, também passou por humilhações e foi agredido por veteranos do curso de medicina veterinária. Ferreira foi obrigado a ingerir bebida alcoólica, rolar sobre uma lona com restos de animais em decomposição, esterco e fezes.
As Faculdades e Universidades não agem, sob o argumento de que crimes como estes não acontecem dentro das instituições.
A questão não é o lugar onde ocorre o trote, mas as suas consequências, tanto para os calouros, que ficam temerosos em sofrer agressões posteriores, quanto para as próprias instituições de ensino, que têm a imagem maculada pela prática de atos imprudentes de seus alunos.
Não se deve tolerar jovens incapazes de se comportar em sociedade. É inadmissível conceder um diploma a seres humanos que mais se parecem com animais.
A capacidade de pensar é o que diferencia o ser humano dos animais. É lamentável saber que uma parcela dos universitários de hoje – a futura elite do país – age de forma inconsequente e irresponsável.