O deputado Fábio Faria (PMN-RN) não via problemas em ceder as cotas de passagens aéreas, pagas com dinheiro público, a amigos e namoradas.
Foram contempladas celebridades como sua ex-namorada Adriane Galisteu, a ex-sogra Emma Galisteu; além dos atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo. As viagens aconteceram entre 2007 e 2008.
A denúncia foi feita pelo site Congresso em foco.
Pressionado pela repercussão da notícia, o deputado devolveu aos cofres da Câmara a quantia de R$ 21.343,60.
O mais impressionante nisso tudo foi a convicção do deputado de que não havia cometido nenhuma irregularidade.
De fato, não há nenhuma regulamentação no congresso que proíba a utilização de passagens aéreas a terceiros.
Mas é no mínimo ridículo considerar normal a utilização de dinheiro do contribuinte para despesas particulares.
O presidente da casa, Michel Temer (PMDB-SP) disse que levará o caso do deputado potiguar à Corregedoria da Câmara. Provavelmente, nada acontecerá.
Tanto a Câmara quanto o Senado são omissos no controle de gastos e despesas dos parlamentares.
Casos semelhantes são comuns no país.
A conivência da maioria dos parlamentares brasileiros é o que corrói a democracia e permite tais ações.
Esta história é apenas “a ponta do iceberg”. A grande questão é: há vontade politica de coibir a corrupção ? Pelo visto, não.